quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

AS MEMÓRIAS NÃO PRECISAM DE NÓS

Os endereços perderão o sentido
As certidões vão parar de atestar feridas
E todo movimento vai se descobrir sem porquê

O mundo não vai parar de rolar ao redor de sí
Os desertos entrarão pela torneira
Os oceanos morarão no teto das árvores

Os números que nos mapeiam acharão novas certezas

Essa paisagem que nos aprisiona vai se metamorfosear em novos tempos

E o ciclo das estações continuará seu espetáculo de silêncios
Puxando todos os animais
Para debaixo de todas as plantas

Eduardo Ruiz

Antônio- Eu não preciso de porra de memória nenhuma!

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